Nathalia fez tudo certo.
Doutora em Biologia Celular e Molecular pela Esalq/USP, doutorado sanduíche na Ohio State
University, dois pós-doutorados em Biotecnologia, revisora da Springer Nature.
Linha reta, sem desvio. O sistema formou uma pesquisadora de primeira linha.
E depois não soube o que fazer com ela. No pós-doutorado, no Brasil, ela ganhava quase nada.
Wellington não tinha diploma.
Era prestador de serviço na construção civil, trabalhava com drywall.
E faturava dez vezes mais que a doutora com quem era casado.
Ele não olhou para aquilo e viu fracasso dela. Olhou e viu um sistema mal feito.
Pegou o conhecimento que ela já tinha e construiu em volta dele o que faltava:
o método, o produto, o canal, a operação.
Hoje o Método V.O.E. tem mais de 5.000 alunos em mais de 15 países.
A SouCav é a industrialização desse gesto. O que foi feito uma vez, à mão, para uma
pesquisadora, virou uma casa que faz isso de quatro maneiras, para muita gente.
Por isso a casa tem dois sócios, e não um: a autoridade que vem de dentro da academia
e o pragmatismo que vem de fora dela. Nenhum dos dois resolve sozinho.